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Saiba o que você deve saber sobre inversor fotovoltaico para não se complicar!

Suporte técnico adequado


Ao escolher o seu inversor, tão importante quanto propriamente a marca, é importante saber sobre o fornecedor dos equipamentos fotovoltaicos. Isso porque, o suporte técnico das fabricantes muita das vezes, ou não é de fácil acesso (atendimento muito impessoal), ou está em um outro país (com suporte apenas em uma outra língua). Por isso, é muito comum que a responsabilidade em atender o consumidor final seja dos fornecedores. Ou seja, as empresas importadoras que fazem a revenda para as empresas integradoras tem na grande maioria dos casos, a responsabilidade por fazer o suporte técnico e garantir as trocas dos equipamentos que venham apresentar defeitos de fabricação.

Por isso, na hora de escolher seu equipamento, tenha certeza que o fornecedor (escolhido pela empresa integradora) esteja próximo, tenha um pós venda de qualidade, seja bem avaliada e dê o suporte necessário caso seja preciso acionar a garantia.


Homologados no Inmetro


Para projeto com inversores de até 10 kW, é necessário que o equipamento tenha selo de qualidade do Inmetro, caso contrário, o processo de homologação junto à concessionária não será possível, já que esta é uma exigência respaldada pela Resolução a qual descreve a micro/minigeração distribuída no Brasil. Porém, é importante ressaltar que todos as grandes fornecedoras trabalham apenas com marcas e modelos já homologados e, ao menos que você se aventure em uma compra online de um equipamento importado desconhecido, não há riscos.


Sistema de monitoramento


Todo sistema fotovoltaico precisa ser monitorado. Desconfie da empresa que te vender o monitoramento a parte ou que te disser que o seu sistema não possui monitoramento. Todos as principais marcas vendem o inversor com o monitoramento incluso.

Cada marca vai oferecer uma plataforma/aplicativo de monitoramento diferente, é uma boa tentar conhecer a plataforma de monitoramento do inversor que você vai adquirir e como ele funciona.

Em quase todos os casos, o monitoramento vai apresentar a geração da sua planta fotovoltaica em tempo real, com dados de corrente, tensão, frequência, potência de saída, histórico de geração diário, mensal, anual e total, entre outros dados.

Através do monitoramento é possível verificar falhas, defeitos no equipamento e queda de produção da usina por sujeira, por exemplo.


Tensão de saída compatível com a rede


No mercado fotovoltaico, existem principalmente inversores 127V, 220V e 380V. É importante escolher o inversor adequado para a tensão do empreendimento. Um inversor 380V não funciona em uma rede 220V/127V. Um inversor 220V não funciona em uma rede monofásica 127V. Um inversor 127V não funciona em uma rede 380V/220V.



Tipo de inversor (monofásico/trifásico)


O tipo de inversor deve ter um número de fases igual ou menor a disponível. Um inversor trifásico não pode ser instalado em uma rede monofásica ou bifásica. Já o inversor monofásico pode ser instalado em uma rede monofásica, bifásica ou trifásica.


Número de MPPT's


Ao se projetar um sistema fotovoltaico conectado à rede, o inversor é parte responsável pela conversão da energia em corrente contínua, gerada pelos painéis fotovoltaicos, em corrente alternada. Ele também é responsável por captar o ponto de máxima potência dos painéis, alcançando assim seu melhor desempenho na curva de tensão versus corrente. Esse ponto também é usualmente conhecido como MPPT (maximum power point tracking).


O número de MPPT's é importante para telhados com várias orientações. Em um projeto com inversor, não se deve instalar módulos fotovoltaicos para diferentes orientações em uma mesma MPPT, pois isso ocasiona diferentes tensões e correntes na em um mesmo circuito, o que não deveria acontecer.

Por isso, caso seja necessário instalar os módulos em duas orientações como norte e leste, por exemplo, é necessário que o inversor possua, ao menos, duas MPPT's.


Potência de saída máxima


A potência máxima de saída do inversor deve ser dimensionada para suportar a potência pico atingida pela planta fotovoltaica. Dentro da folha de dados do inversor é possível observar as máximas tensões de entrada CC do equipamento e a máxima potencia por MPPT. Um bom projetista deve saber dimensionar o equipamento correto para não subdimensionar demais o inversor.